domingo, 31 de maio de 2009

Soneto I



Quando me aperta o coração
Te sinto
sucinto
na minha mão

Uma palavra
eu choro
Uma lágrima
eu imploro

Sentimento teu
tenho aqui,
coração meu

Ás vezes sorri.
Olhos teus
me vêem partir.

(KS)
31/05/09

segunda-feira, 25 de maio de 2009

De Menina a Mulher

Naquela noite, Paula ficaria sozinha até mais tarde. Morava só com sua mãe, que resolveu sair com algumas amigas para um “Happy hour”...

            Paula resolveu dormir, estava exausta depois de um dia cheio e cansativo. Trancou o portão, fechou as janelas. Apagou as luzes. Deixou acesa a da sala, como de costume. Enfiou-se em baixo das cobertas quentinhas. Só queria sonhar um pouco.

            Acordou atordoada, havia um homem em seu quarto. Não sabia ao certo o aspecto. Moreno, meio grande, mas não gordo. Aparentava uns 7 ou 8 anos mais velho que ela. Atordoada ainda de sono, o viu entrar no quarto. Ouviu vozes na sala. Deviam ter no mínimo outros três deles. Ficou assustada.

            O rapaz que estava no seu quarto chamou os outros.

-         Tem uma garota aqui!! – virou-se para ela áspero – você não deveria estar aqui. Não mesmo.

Paula não pronunciava uma palavra, ou se quer um suspiro mais alto.

-         O que a gente faz com ela?

-         Hummmmffff... – suspirou o moreno. – Saiam daqui.   – olhou para ela naquele delicioso conjunto de pijama. – eu cuido disso.

Saíram. Bateram a porta. Ele. Ela. Quatro paredes. Ela começou a ofegar de medo à medida que ele se aproximava de seu corpo. Acariciou os cabelos dela. Um olhar nojento, uma barba mal-feita. Cheirava á motor de carro. Beijou o pescoço. Ela tremia. Lágrimas começaram a cair.

-         Não, por favor, pare. Por favor. – falou ela com voz baixa, sua garganta estava seca.

-         Cala a boca. Uma boca tão linda dessa  - passou os dedos em seus lábios – não merece implorar.

Ela o olhou pedindo piedade. Mas aquele sujeito era orgulhoso demais. Avançou pelo seu pescoço, tocou sem seus seios. Arrancou sua blusa e em seguida o calção. Passeou pelo corpo de Paula como se tivessem algum afeto um pelo outro. Enquanto ela tentava aceitar o que estava por vir. Pensou em gritar e fugir. Mas ele estava armado, assim como os outros rapazes.

Ele tentou tirar sua calcinha. Ela apertou as coxas como se aquilo pudesse impedi-lo. Ele tirou uma faca do bolso, sorriu.

-         Não é isso que vai me impedir minha linda.

E cortou o tecido de sua roupa íntima. Deixando-a totalmente nua a sua frente. Tocou-a, e beijou-a. Em seguida, tirou sua própria roupa e a fez seu brinquedo, seu objeto. Ela gritava de dor. Ele ia com mais força. Ela gritava esperando que alguém a socorresse. Ninguém veio. Ela perdeu as forças, ele continuou em seu ritmo acelerado e insípido...

Até que se liberou no prazer do ventre feminino jovem e imaturo. Ela tinha as bochechas molhadas de lágrimas. Ele o suor, que escorria em seu pescoço e tórax. Ele olhou para os lençóis. Havia uma pequena mancha de sangue nos lençóis rosados.

-         Você era virgem garota? – Perguntou ele com medo da resposta afirmativa.

Balançou a cabeça, cobrindo-se com suas roupas.

-         Ah! Que merda.

Ele olhou fixamente pra ela. Os olhos estavam perdidos, e o coração palpitava de ódio de si. Debruçou-se sobre o ventre dela, o beijou e em seguida repousou a cabeça.

-         Desculpa. – Olhar sofredor.

Paula olhou o teto com estrelas. Sentiu seu coração acalmar-se. E apalpou a cabeça dele num gesto afável.

Ela havia se apaixonado.

Ele levantou-se, olhou fundo nos olhos dela. Saiu do quarto. Deu alguma ordem para os cúmplices. Paula ouviu o portão bater. Ficou parada naquele lugar por mais algumas horas.

Ele saiu sem levar nada, a não ser sua inocência e seu coração. 

 

(KS) 25/05/09

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Desejo



Não aguento mais,
sinto falta do seu corpo.
Eu sabia, seria inevitável.
Hoje pensei em você passeando pelo meu corpo, 
e me descobri de pernas bambas, um frio que sobe
e desce pela barriga, pareço ter borbolateas voando sem
parar no meu estômago. E só pensei em você.
Meu corpo amoleceu e lentamente escorreguei 
pela parede do quarto. Me vi sentada no chão, meu corpo
formigava, meus braços também moles mal podiam sustentar minha cabeça.
Fechei os olhos, e assim fiquei.
Ah! como te desejo. 

20/05/09
KS

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pare!



Tenho vários pedidos a te fazer,
me ouça, e me leve a isso querer:
Pare de me fazer falta,
não aguento mais sentir saudades.
Pare de me fazer sentir bem,
preciso de dias ruins ás vezes.
Pare de me tratar como princesa,
me sinto mendiga, vez ou outra.
Pare de me elogiar,
sinto meu ego se elevar.
Pare de me abraçar e me aconchegar em você,
quero poder chorar por carência.
Pare de me querer desse modo cativante,
faz-me sentir desejada.
Pare de me manter sob sua proteção,
quero poder sentir raiva de ter liberdade demais.
Pare de me fazer feliz,
tenho medo de não conseguir o mesmo.

Mas acima de tudo, 
Pare de achar que você não é o cara dos meus sonhos!

KS - 19/05/2009

Nos meus sonhos.



Fiz amor com ele nos meus sonhos.
E agora quero só ele.
E agora desejo só ele.
E agora amo só ele.

KS - 19/05/09

Da alma!



Ela estava segurando as lágrimas. Mas elas teimavam em cair, uma a uma. Delatando assim a tristeza que sorria vitoriosa em seu coração. Sua cabeça doía, mas seus pés não paravam de andar. Suas pernas não agüentavam mais. Estava longe de casa. Não se sentia em casa, na verdade. Saiu com a roupa do corpo. Não! Não estava fugindo. Apenas saiu por que o ar se tornara tão denso que a respiração já não era possível.

            Há dias que andava desentendendo-se com os pais. Não sabia o que era, mas queria apenas sentir-se ao menos um pouco livre. Não se sentia madura para ser dona de si, mas se sentia madura para no mínimo merecer o respeito deles. Eles. Tão autoconfiantes, achando-se os donos da razão. Pensam que só por terem mais experiência podem julgar-nos, ou então nos dizer que somos errados. São tão crianças quanto nós. Talvez mereçam mais nossa compreensão do que nós a deles. Mas, aqui me deparo com algo que jamais entendi. Eles já foram nós, não seria assim mais fácil?

            Não quero perder o foco. Volto a falar de Renata. Sim, nossa personagem se chama Renata. Não diria que é uma garota doce, tampouco meiga ou cheia de virtudes. Não! Pelo contrário. Não tinha um talento específico. Mas uma coisa era verdade, ela havia aprendido que nada jamais poderia ser comparado a um abraço de mãe. Esse assunto a machucava muito. Não podia assistir filmes em que o tema fosse relacionamento pais e filhos, ou então família. Seu coração não agüentava, e a tristeza voltava a sorrir. Talvez por se espelhar ali.

Ás vezes se julgava a dona da razão, como qualquer outro adolescente. Mas dias e noites pensava que ela era a errada, ela só queria uma conversa, um tempo dedicado a ela. Talvez carência, talvez manha. Nunca saberemos. Esses sentimentos sempre estiveram tão encravados em seu coração que nem minha onisciência poderia descobrir.

________

-                     Você pensa que a vida é fácil assim? Só comendo e dormindo?

Renata continuava fitando-a incansavelmente. Olhos murchos, olhos de preguiça, de inadagação.

-                     Hum. Já arrumo.  - Voz falhada.

-                     Você só me dá desgosto. Não percebe o que faz comigo? – apressou-se a mãe, com a voz alterada e levemente falhada devido á garganta de fumante.

-                     Você também não me dá só alegria. – respondeu Renata, sem alterar a voz. Apenas com firmeza em cada palavra. Era a primeira vez que desafiava a mãe.

-                     E não me responda! Há muito venho querendo te dar um corretivo... – levantou a mão na altura do rosto da filha.

-                     Isso faça. Desconte em mim seus problemas, quando você sabe que a maior culpa aqui é tua! Você se esconde atrás de cada acusação que me joga. Desculpa o que vou falar. Mas tudo que sei sobre lidar com as pessoas, aprendi com você. E acredite não queria ser assim. 

 

O tapa não demorou. Mão no rosto. Sangue quente fervilhando em suas bochechas. Já não podia conter as lágrimas. Caíram de vez. Olhou fundo nos olhos da mãe e bateu a porta de casa.

Assim, encontrava-se ela na rua, eu me aproximei e observei. Ela não teria mais muito tempo, logo teria de leva-la comigo. Deixei-a aproveitar seus últimos minutos de lágrimas, de tristeza e de qualquer felicidade que pudesse ainda estar em seu coração.

Andando na rua, ela mal percebia movimento e trânsito de carros. Chegara o meu momento de agir, conclui. Ela atravessou a rua sem olhar, como que por instinto olhou para direita e avistou um carro. Peugeot vermelho, 207. Bonito. A moça de dentro mais linda ainda. Estava se maquiando no espelho retrovisor. Não viu que precisava parar antes de encostar no corpo já mole de Renata.

Viu! Tarde de mais. Renata estava no chão, sangue saía de sua cabeça. Traumatismo craniano definiram os médicos. Porém, eu defini: morreu da alma.

 

(KS) 19/05/2009

domingo, 17 de maio de 2009

Dormir...

Enrolada em meus lençóis, tenho frio,tenho medo.
Tenho vontade de dormir, sem acordar.
Tenho vontades infinitas e desejos não completos.
Queria apenas paz. Na qual eu pudesse relaxar. 
Só fechar os olhos não pensar nas obrigações  
ou sequer nas pessoas em volta.
Apenas dormir já seria o suficiente.

...dormir... dormir... morrer.  

(KS) 17/05/09

sábado, 16 de maio de 2009

Sábado a noite.



Você me irrita
esse seu jeito 
de quem está mal-humorada.
odeio isso!
parece que faz para aparecer.
argh. como eu odeio isso em você

por que ouve o que os outros dizem?
não deveria.
patética...
peninha de você, amor.

resmungue.
isso, resmungue mais.
Tô aqui, esperando acabar.
esperando esse seu cérebro voltar a funcionar.
tudo te enche o saco,
tudo te incomoda,
nada está certo.
tudo precisa estar em seu lugar...
por quê?
não é tão mais simples desarrumar ás vezes?
não é tão mais simples deixar acontecer?
pára de querer mudar as coisas.
elas são assim desde sempre.
não seja igual a um certo príncipe que um dia conheci.
ele tinha a esperança de mudar o mundo...
e morreu, com uma espada envenenada.
Parabéns, é isso que quer?

Bom sábado a noite, com os pensamentos de sempre e os afazeres de sempre.
Bom sábado a noite, dessa vida chata e monótona.
Bom sábado a noite! Você não deveria estar aqui.
Entendeu o recado não é?

Beijos... durma, é só o que resta pra você, em um sábado a noite. 

(KS) 16/05/09

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Por você.



É por você que eu choro;
É por você que eu rio;
É por você que meu coração
bate mais forte.

Quando te vejo ...
Ahh... quando te vejo,
Cada vez mais eu te amo;
Cada vez mais eu te adoro;
Cada vez mais eu te quero.

Basta um olhar seu,
Para meu céu se iluminar...
Basta uma carícia sua,
Para minha respiração parar...
Basta um beijo seu,
Para sentir que você é todo meu.

(KS) 28/08/2007

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sugestão de Leitura. (2)



"Quando tenho fantasmas a pairar,
medos a querer entrar,
com vontade de me derrubar.
Sei que tenho um porto seguro,
uma luz no escuro,
o sentimento mais puro.
E isso dá-me a força de gigantes,
tenho o tesouro mais precioso que diamantes,
consigo vencer as trevas, a dor.
Enfrento de peito aberto,
tudo o que é mau, tudo o que é incerto,
porque dentro de mim tenho a força do amor."


Anais Nin

Tarde demais.



Filha, estudante, namorada
Toda errada

Queria mais da sua vida ganhar;
Pisou em falso.
Tentou de novo.
Tarde demais.

"Ela partiu pra bem longe;
distante o bastante para suportar."

Olhou para trás,
tarde demais...
Luzes altas em uma noite estrelada,
de lua inigualada.

Não fugiu.
Era tarde demais.

Sangue no asfalta,
Vozes ao alto;
Era o fim do que nem começou.
Uma vida acabada 
Por não ter um sentido,
Jamais se pensou!


(KS) (09/08/08)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sonhar comigo.



Quero que sonhes comigo
a cada minuto
a cada segundo 
pois quero estar em sua mente,
me apossar de seu corpo
estar ao seu lado,
sentir voce em mim
preciso que sonhe comigo
pois assim saberei que me queres também!

Preciso que me tenhas,
para me sentir livre.

sempre.

(KS) 06/05/09

Coração Inóspio



Paixão derradeira,
que incendeia
me anseia
e me mata

Fruto ainda verde
respousa o quadro na parede
ainda tenho sede
e me mata

Desata
e destrói
ainda ama
ainda dói

Penso,
Consigo.
desisto!
E ainda me mata...

Me escondo
entre escombros
meu coração destruído
ainda doído

Ferida eterna,
de ninguém é a culpa
ou, é dele próprio:
coração inóspio.

(KS) 12/05/09

Um anjo me visita.



 

            Hei, psiu! Preciso te contar. Sabe quem me visitou certa noite? Meu anjo. Visitava-me sempre. Tão lindo tão cheiroso. Dormia comigo, me protegia, me abraçava, me beijava... mas... Naquela  noite, ah! Essa noite foi diferente das outras.

            Escuro. Penumbra proveniente da janela. Escuro, mas eu estava vendo, meus olhos estalados eram perceptíveis. Minha ansiedade me deixava ofegar, cadê ele? Não vem esta noite? Toquei meus lábios, sentido falta de sua boca.  Arrumei meu cabelo pela vigésima vez. Respirei fundo, como para me preparar para sua chegada. Demorava esta noite. Os minutos eram longos, e os segundos pareciam não passar. Vire para o lado, quase desistindo. Seu cheiro invadiu meu olfato. Seu toque domou o meu corpo. Me senti protegida de novo.

            Ele estava quieto, silêncio. Pensei que houvesse algo de errado. Ia perguntar. Abri a boca, tomei fôlego...

-         Shhhhhhhhh! Não pergunte. Só me abrace.

Abracei, senti uma lágrima escorrer por entre meu pescoço e meu ombro.

Abracei como uma mãe abraça seu filho, abracei como uma amiga que dá apoio, abracei como se o mundo girasse por causa disso, abracei como se a vida daquele anjo dependesse de mim. Abracei como uma mulher abraça o homem que a protege, como o homem  a quem ela deve proteger, como o seu anjo.

            Suas lágrimas cessaram. Seu coração palpitante. Seus olhos brilharam mesmo no escuro. Senti sua alma. Estava atrelada a minha pelo infinito naquele instante.

            Sorriu, doce, singelo. Puro!

            Tocou em meus cabelos, como seda. Massageando, passou suas mãos de anjo pela minha nuca, pelas minhas costas. Eu estava de bruços, e ele se aproveitou bem disso. As costas de sua mão percorreram meu corpo inteiro, parando em cada curva feminina. Ao chegar nos pés, tratou-me como rainha, e me fez sentir nas nuvens. Beijou cada centímetro da minha perna. E foi subindo vagarosamente. Passou sua mão em cada ponto que ele conhece do meu corpo. Deitado sobre mim beijou cada pedacinho das minhas costas nuas, abraçou-me como nunca. 

            Puxou-me de joelhos para junto dele. Colocou sua mão delicada em meus seios. Deslizou uma até meu sexo. Queria me seduzir. E estava conseguindo. Com brutalidade, mas não menos carinho, virou-me depressa e se atirou em cima de mim. Beijou-me. Pescoço, colo, seios, barriga... desceu, devagar como sempre. Saboreou-me, me deixando cada vez com mais vontade dele.

            Levantou-se... e sumiu.

            Tenho sonhado com ele nos últimos 4 meses. Toda noite penso que ele vem me ver. Mas nada acontece. Meu anjo, meu protetor, minha enciclopédia de vontades e desejos. Meu sonho. Ou...

            Apenas um anjo que certa vez me visitou...

 

(KS)                 (14/03/2009)  

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Lugares.

Me leve a conhecer
Da Toscana á Verona
De Veneza á Grécia
Me leve a conhecer 
o mundo
Voaremos por entre as nuvens
Me leve contigo nos seus sonhos
Que eu te levo comigo
nos meus.
Acredite nos meus,
da forma que sigo cega os seus.
De rocha, de pedra, de mato
pouco importa 
De você não quero a falta
nem aqui, nem nos meus longos sonhos
Quero que esteja lá comigo, 
vendo as luzes de Paris, 
ou o Lago de Lugano,
subindo os alpes Suiços,
e por aí, seguimos andando.
Mas se realmente quiser,
você me leva lá,
você me transporta para os meus lugares preferidos.
Se realmente quiser,
só me beijar...



(KS)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Observei a lua.

Fiquei hoje a observar a lua. Não estava cheia, era crescente. Comecei a ouvir uma música, calma ao longe. Primeiro achei que fosse algo da minha cabeça, imaginação, eu pensei. Mas não. Possivelmente era a televisão ligada na novela das 6. Já estava escuro, um frio que me possuía até a última vértebra. O Céu, porém, impecavelmente belo. As estrelas resplandecentes pareciam rosas desabrochando, num azul escuro, porém não sombrio.  A lua, ah! Essa brilhava.

Recostei-me na parece da casa, e fiquei imóvel e quieta por alguns minutos. Nada me veio a mente além do seu rosto e do seu beijo de lábios quentes nos meus.

Sentei, já não conseguia ficar em pé, devido ao frio. Sentei-me ao chão, onde a terra cheirava molhado por causa da chuva que caíra pela manhã. Aninhei-me feito um feto na barriga de sua mãe. Assim permaneci, por dias e noites. Ali. Sempre que dava o horário da lua, me recostava na parede e em seguida sentava. Virara um ritual. Que duraria até a próxima lua nova. Fazia frio naquelas 2 semanas de maio. Mas não me importava, dentro de mim, tinha o calor suficiente pra me aquecer... eu observava a lua... e ela a mim.

 

KS 04-05-2009