segunda-feira, 25 de maio de 2009

De Menina a Mulher

Naquela noite, Paula ficaria sozinha até mais tarde. Morava só com sua mãe, que resolveu sair com algumas amigas para um “Happy hour”...

            Paula resolveu dormir, estava exausta depois de um dia cheio e cansativo. Trancou o portão, fechou as janelas. Apagou as luzes. Deixou acesa a da sala, como de costume. Enfiou-se em baixo das cobertas quentinhas. Só queria sonhar um pouco.

            Acordou atordoada, havia um homem em seu quarto. Não sabia ao certo o aspecto. Moreno, meio grande, mas não gordo. Aparentava uns 7 ou 8 anos mais velho que ela. Atordoada ainda de sono, o viu entrar no quarto. Ouviu vozes na sala. Deviam ter no mínimo outros três deles. Ficou assustada.

            O rapaz que estava no seu quarto chamou os outros.

-         Tem uma garota aqui!! – virou-se para ela áspero – você não deveria estar aqui. Não mesmo.

Paula não pronunciava uma palavra, ou se quer um suspiro mais alto.

-         O que a gente faz com ela?

-         Hummmmffff... – suspirou o moreno. – Saiam daqui.   – olhou para ela naquele delicioso conjunto de pijama. – eu cuido disso.

Saíram. Bateram a porta. Ele. Ela. Quatro paredes. Ela começou a ofegar de medo à medida que ele se aproximava de seu corpo. Acariciou os cabelos dela. Um olhar nojento, uma barba mal-feita. Cheirava á motor de carro. Beijou o pescoço. Ela tremia. Lágrimas começaram a cair.

-         Não, por favor, pare. Por favor. – falou ela com voz baixa, sua garganta estava seca.

-         Cala a boca. Uma boca tão linda dessa  - passou os dedos em seus lábios – não merece implorar.

Ela o olhou pedindo piedade. Mas aquele sujeito era orgulhoso demais. Avançou pelo seu pescoço, tocou sem seus seios. Arrancou sua blusa e em seguida o calção. Passeou pelo corpo de Paula como se tivessem algum afeto um pelo outro. Enquanto ela tentava aceitar o que estava por vir. Pensou em gritar e fugir. Mas ele estava armado, assim como os outros rapazes.

Ele tentou tirar sua calcinha. Ela apertou as coxas como se aquilo pudesse impedi-lo. Ele tirou uma faca do bolso, sorriu.

-         Não é isso que vai me impedir minha linda.

E cortou o tecido de sua roupa íntima. Deixando-a totalmente nua a sua frente. Tocou-a, e beijou-a. Em seguida, tirou sua própria roupa e a fez seu brinquedo, seu objeto. Ela gritava de dor. Ele ia com mais força. Ela gritava esperando que alguém a socorresse. Ninguém veio. Ela perdeu as forças, ele continuou em seu ritmo acelerado e insípido...

Até que se liberou no prazer do ventre feminino jovem e imaturo. Ela tinha as bochechas molhadas de lágrimas. Ele o suor, que escorria em seu pescoço e tórax. Ele olhou para os lençóis. Havia uma pequena mancha de sangue nos lençóis rosados.

-         Você era virgem garota? – Perguntou ele com medo da resposta afirmativa.

Balançou a cabeça, cobrindo-se com suas roupas.

-         Ah! Que merda.

Ele olhou fixamente pra ela. Os olhos estavam perdidos, e o coração palpitava de ódio de si. Debruçou-se sobre o ventre dela, o beijou e em seguida repousou a cabeça.

-         Desculpa. – Olhar sofredor.

Paula olhou o teto com estrelas. Sentiu seu coração acalmar-se. E apalpou a cabeça dele num gesto afável.

Ela havia se apaixonado.

Ele levantou-se, olhou fundo nos olhos dela. Saiu do quarto. Deu alguma ordem para os cúmplices. Paula ouviu o portão bater. Ficou parada naquele lugar por mais algumas horas.

Ele saiu sem levar nada, a não ser sua inocência e seu coração. 

 

(KS) 25/05/09

Nenhum comentário: