segunda-feira, 4 de maio de 2009

Observei a lua.

Fiquei hoje a observar a lua. Não estava cheia, era crescente. Comecei a ouvir uma música, calma ao longe. Primeiro achei que fosse algo da minha cabeça, imaginação, eu pensei. Mas não. Possivelmente era a televisão ligada na novela das 6. Já estava escuro, um frio que me possuía até a última vértebra. O Céu, porém, impecavelmente belo. As estrelas resplandecentes pareciam rosas desabrochando, num azul escuro, porém não sombrio.  A lua, ah! Essa brilhava.

Recostei-me na parece da casa, e fiquei imóvel e quieta por alguns minutos. Nada me veio a mente além do seu rosto e do seu beijo de lábios quentes nos meus.

Sentei, já não conseguia ficar em pé, devido ao frio. Sentei-me ao chão, onde a terra cheirava molhado por causa da chuva que caíra pela manhã. Aninhei-me feito um feto na barriga de sua mãe. Assim permaneci, por dias e noites. Ali. Sempre que dava o horário da lua, me recostava na parede e em seguida sentava. Virara um ritual. Que duraria até a próxima lua nova. Fazia frio naquelas 2 semanas de maio. Mas não me importava, dentro de mim, tinha o calor suficiente pra me aquecer... eu observava a lua... e ela a mim.

 

KS 04-05-2009