terça-feira, 4 de agosto de 2009

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È como se eu quisesse sair do velho. Como se o novo me chamasse, sem nem mesmo eu conhecer. É de tarde, e o sol de inverno que agora adormece, me faz lembrar o quanto eu preciso estar longe de tudo que me faz lembrar de você.

Olho para o chão e vejo a poeira dos pés que já não entram. Poeira da alma que agora eu tenho, e não vejo nem sequer lembranças dos dias bons. Olho a lista de afazeres e me enterro no travesseiro. Não tenho vontade ou sequer prazer em nada disso. Me enterro nos cobertores pesados. Nos cobertores que quero chamar de terra. Pois me sinto morta, como em um caixão. A cabeça dói, então me dá a certeza que infelizmente ainda estou viva. Logo meu estômago que já há tempos não reclamava, hoje sente fome. Não adianta tentar comer. Comer me lembra ser humana, e é tudo que eu menos sou agora. Deixe-me aqui. Leve-me para os jardins floridos e deixe-me morrer. Quero apenas sair do velho. Tire minha alma e recorra ás minhas mãos. Segure-as. Só por isso ainda dependo de você...

KS 04/08/09

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