domingo, 27 de setembro de 2009

Era ela.

Entrou em casa,
tirou sua roupa, sua asa
tirou sua angelical feição
então, estremeceu seu coração.
Andando, voando;
No quarto chegou
Na cama se deitou
Nos sonhos entrou

Nos sonhos dela.
Junto dela
ali, a vida se tornava bela,
vida aquela
que ninguém jamais quisera.
Mas dele era.

Nos sonhos dela,
era ele o deus e o amor
era dele todo, da face o rubor
Seria ele, tudo que queria ela?
Ou seria ela, tudo que ele certa vez pedira e quisera?
Já não sabia.
Era pura sinestesia.
Aquela mulher,
aquele cheiro;
Era ela.
Sem dúvida sua dona.
Sem dúvida mandona,
sem dúvida apaixonado.
Entrou no sonho dela;
E jamais saiu decepcionado.

(KS) 26/09/09

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