domingo, 29 de novembro de 2009

Gritos

Gritos.
Vêm da rua.
Posso ouvir... e sentir.
Eles tintilham em meu ouvido e destroem meus pensamentos:
malditos Gritos.
Calem a boca futuros defuntos!
Fracotes, não levam Um único tiro sem gritar?
O barulho das pistolas agora me enervam.
Cadê os idiotas e seus sacos de plástico?
Onde estão os homens de preto em seus camburões.
Assim não dá. Não posso esrever com todo esse barulho lá fora.
Calem a boca! tem alguém aqui dentro
tentando fugir dessa realidade suja e nojenta!
Vou a té a janela e espio de relance o movimento da rua;
quieta, calma e noite sorrateira.
Onde estão as pistolas, gritos e defuntos?
Na minha cabeça.

As últimas Páginas

ácidas, corrosivas e inexpressivas; são minhas lembranças.
tão doce e gélida infância,
vivi sem o afago de mãos maternas
e sem o desabafo de mãos paternas
O livro de minha vida, faltam páginas,
Rasguei as primeiras, e rabisquei as últimas
parecia-me perfeita a semelhança.
Foi então que o jovem guerreiro me disse...
"de que serve um livro sem páginas e com riscadas palavras?"
pensei naquilo noites a fio.
não é que o guerreiro insípido e insolente tem razão?
resolvi expor minhas cicatrizes ainda sangrando para o mundo...
pouco tempo depois me arrependi...
o mundo não deu valor: obriguei-me a rasgar as últimas páginas.

sábado, 14 de novembro de 2009

Se quer ir, vá

Se quer ir,
vá, só vá.
Mas não me peça para sorrir;
Não me peça para não me importar
O ato de ir, não diminui sua perda
mas atenua minha dor
não diminui a ferida
nem ao menos torna menor o meu amor
O ato de ir, revela a falta de coragem,
a falta de vontade
e a dor por nunca mais sorrir
Se quer ir,
Por favor, vá.
mas não me peça para te aocmpanhar até o portão,
é demais para este pequeno coração.

Deixá-lo ir.

Estou cansado!
É o que eu ouço ele dizer
Eu também, querido, respondo em meu peito
Ele pede para deixá-lo
Eu nego
Ele fala que não me faz feliz
Eu debocho de seu "achismo"
Ele fala "Eu não te amo"
Então meu coração se desmancha
E em seguida,
sinto deixá-lo partir,
ir,
para nunca, ou
para sempre!

a princesa e o sapo

Era uma vez uma princesa num mundo que a deixava incompleta.
Um dia conheceu o sapo e se apixonou, pode-se até dizer que
se entregou por completo emocionalmente.Mas um dia o sapo se
cansou de tanta perfeição, e pediu para a princesa deixá-lo
apodrecer sozinho á beira do rio.Ela não queria, ela era
capaz de lutar pelo sapo. Mas resolveu fazer a vontade dele,
deixando assim, de ser egoísta. Nunca mais pensou no sapo,
mas toda vez que passa por uma lagoa seu coração pula dentro
do peito, e o sapo apodrece em seu túmulo.

A folhinha

Certa vez, uma menina simpática me disse: "somos como uma
folha de árvore na primavera: flexíveis. se o vento sopra
nós caímos, quando ele passe, levantamos tão rápido e rígidos
como antes."
Legal essa menina! Pena que a rajada fora longa demais,
pois ao passar, o caule já não tinha mais forças para se s
ustentar... Era uma vez uma folha...