domingo, 29 de novembro de 2009

As últimas Páginas

ácidas, corrosivas e inexpressivas; são minhas lembranças.
tão doce e gélida infância,
vivi sem o afago de mãos maternas
e sem o desabafo de mãos paternas
O livro de minha vida, faltam páginas,
Rasguei as primeiras, e rabisquei as últimas
parecia-me perfeita a semelhança.
Foi então que o jovem guerreiro me disse...
"de que serve um livro sem páginas e com riscadas palavras?"
pensei naquilo noites a fio.
não é que o guerreiro insípido e insolente tem razão?
resolvi expor minhas cicatrizes ainda sangrando para o mundo...
pouco tempo depois me arrependi...
o mundo não deu valor: obriguei-me a rasgar as últimas páginas.

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