terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quem me dera

é no laço
donde vem o passo
tanto faz
enlouqueço com a falta de rima
quem me dera tal dia
ser dia e noite
noite e tarde
tarde e sempre
quem me dera amanhã
ser sua tarde, sua manhã
quem me dera ontem
ter sido seu par, seu lar
que me dera um dia
para mim, direcionado seu olhar
fico a sonhar

kika 02-02-2010

Mini poema v1


a pergunta
o desabafo
o sonho acompanha o ato
tudo junto no espaço
o telefone toca
desperta no ato
tempo infinito
no infinito te mato

Kika 02-02-2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Uma noite dessas

Ele se virou. Ela estava ali, a sua direita. Os olhos de menina se fecharam por timidez e suas bochechas altas ergueram-se formando um rosto de boneca. O contato foi inevitável. O beijo aconteceu.

Ela sabia que deveria aquiescer ao pedido urgente dos lábios do garoto. O corpo dela pedia pela resposta. As línguas se encostaram e o enlace estava feito. Ela não queria mais parar. Ele parecia mais animado a cada segundo.

A esperteza das mãos dele era quase comparável a pressa dos beijos dela ao redor da nuca. Ela sentia calor, e ele sentia mais vontade de se aconchegar ao corpo de mulher. Os braços ligeiros do rapaz não demoraram a tentar penetrar o escudo de inocência dela. Ergueu sua blusa branca, mas ela, por vergonha ou falta de intimidade não deixou continuar. Ele esgueirou o braço por detrás das costas e com um puxão forte e macio fez encostarem-se os corpos levemente ofegantes.

Os beijos se alternavam entre fracos e fortes, e as carícias aumentavam. Ela passou várias vezes os dedos por entre a nuca e o couro cabeludo com cabelo recém raspado. Ele apressava a respiração ao movimento perspicaz da garota.

Porém, ambos sabiam que em poucos instantes não estariam mais juntos. Os beijos se apressaram ao sabor de despedida. E a noite seguiu longa e sonhadora, cada um seguiu seu rumo.

Kika