sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Moça simplória


Certa vez conheci uma jovem. Bonita até. Graciosa. Envolvente. Sexy. Deixava-me louco de tesão. Pena ela não saber conversar. Ah! Uma boa conversa teria nos rendido alguns anos de relacionamento. Mas só o sexo nos rendeu algumas poucas semanas. Enjoei-me fácil da tal. Tão simplória. Tenho pena dela no fundo. As asneiras que falava... certa vez até pensei que fosse proposital. Mas então percebi que ela fazia porque achava que aquilo realmente seria bem aceito, digo, que o que foi dito tivesse pertinência.

Misteriosa não é a palavra certa, se fosse teria me instigado. Mas ela não era boa o suficiente para isso. Como disse e repito, simplória como só ela. As coxas torneadas e as risadas não puderam me encantar mais que algumas semanas, então fugi. Não, não fugi do modo tradicional. Não peguei minhas coisas e me mudei. Eu fugi dela, só. Perdemos o contato, ou eu fiz questão de apagar, não lembro ao certo.

Mas o fato é que encontrei-a anos depois. Já não era simplória e já não tinha o ar de inocência de garota. Ela virara uma bela mulher. E que mulher!

(...)

Durou uma semana, aí acordei no meu apartamento. Vazio. Ela levara todos os móveis e roupas. Ri de minha própria ingenuidade.


por Kika (15/abril/2010)
sob pseudônimo masculino

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