terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Metade de mim



Sem palavras, meus dedos transcorrem o teclado e quem escreve já não sou mais eu. Estou anestesiada hoje. Meu sono se partiu em mil e resolveu escorrer para debaixo da cama, entre a poeira e as tábuas. Meu coração pode se tornar pedra de novo, vai saber. Apática. Assim me vejo refletida. Olhos mortos e boca imóvel. Respiração pequena, como se nem quisesse que ela estivesse ali. Como se tudo que eu quisesse... não, não quero falar disso.

Confiança é como vidro, frase clichê. Mas trincada, não é reconstruída. A menos que você destrua o vidro em pequenos pedacinhos, e reconstrua-o: from scratch.
Qual a fórmula? Porque deve existir uma aplicável. Uma que aceite variáveis. Acho que chorar pode ser um começo, o problema é não conseguir parar. Porque, sim. Existe esse problema! E insistimos em ouvir aquela música que nos faz querer chorar mais do que antes.

E no fim, você só pode confiar em você mesmo, porque o resto... o resto pede confiança, mas o que faz para merecê-la? Sim, talvez faça algo. Mas nesse momento o peso da balança é leve demais para ser considerado.

Anestesiada demais para continuar.

Metade de Kika
28/02/12
5:19 am

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